05/02 - 2h20
Helloooo! O post de hoje vai ser rápido, porque não tem muito pra contar. Acordei ‘cedo’ porque a Nuh tinha que ir pra aula, então eu passeei um pouco mais pela cidade, depois parei estratégicamente num Timothy’s com free wifi e uma tomada perto pro notebook não desligar. Pensem num local onde fiquei a manhã inteira, haha.
Almocei lá também, depois aproveitei e tirei uma foto porque a decoração era muito linda. Além disso, eles tem uma lareira [mesmo que artificial, ainda assim é uma lareira!] e eu aaaaaamo lareiras de paixão!

Depois encontrei a Trol lá e fomos até a escola da Nuh pra voltarmos pra hosthouse. Inicialmente os planos eram sair a noite, mas acabou que todo mundo começou a cancelar, e no fim não tínhamos nada pra fazer. Aí a Erin e o Chris nos convidaram pra ir nuns barzinhos que eles iam, e nós fizemos paradas em três lugares. O primeiro era muito bom, o segundo tava lotado e o terceiro era meio ralé. Mas valeu a noite!

Pegamos um taxi de volta porque já eram mais de 1h50 da manhã, e cá estou, indo dormir. Amanhã tem um brazilian dinner aqui na casa, e guess who’ll be cooking? Damn right, haha!
xoxo ppz :)
04/02 - 1h50
YAY! Depois de uma quarta-feira completamente fail, hoje foi muito muito divertido. Acordei cedo pra conseguir terminar de arrumar a mala e a mochila, garantir que não estava esquecendo nada e lavar meu cabelo [o que demora bastante tempo]. Saí daqui por volta de 10h20, cheguei no Bus Terminal umas 11h00 e peguei o ônibus das 11h30 pra Toronto.

Esse é o Megabus, ônibus da Coach Canada que faz as viagens entre os estados. Ele tem dois andares, WiFi de graça, banheiro, aquecedor, tomada com voltagem 110 pra quem quiser carregar algo e um dispositivo de música [que eu não usei então não sei que tipo de música toca]. Mas, oi WiFi no caminho inteiro pra Toronto é tudo que eu precisava.
Usei o notebook um tempo, na parada passei no Tim Hortons [novidade], dormi um pouco, e finalmente cheguei no terminal de Toronto às 18h30. Tinha combinado de encontrar a Trol por lá, e aproveitei enquanto ela não apareceu pra ligar pra casa. Depois quando ela chegou [e a gente tinha se desencontrado], fomos pra homestay da Nuh, onde eu ficarei esses dias.
A hostfamily dela é muito legal. Eles nem me conhecem, e ela só comentou que eu tava indo pra Toronto que eles convidaram pra ficar lá. Muito, muito legais mesmo. E pra mim será ótimo porque não vou ficar muito perdida, e nem vou gastar com hospedagem em albergue [onde eu ficaria antes].
Chegamos lá, trocamos de roupa e fomos encontrar a Myrian [amiga delas] que também ia pro Maná de noite. A idéia era fazer um esquenta antes porque ninguém tinha dinheiro pra gastar lá dentro, mas era tequila, e tequila sempre me deixa podre no dia seguinte. Tinha algumas fotos, mas elas não estão comigo, então talvez depois eu poste aqui.

Fomos pro Maná então, quinta-feira é Brazilian Night, mulher não paga. É um típico clube de música brasileira, lotado de brasileiros [claro, haha] onde tem caipirinha e feijoada de graça! Nossa, é muito, muito divertido.
Toca todo tipo de coisa do Brazil [e olha, agora eu sei que brasileiros sabem como fazer uma festa muito mais animado que qualquer outro povo], pagode, funk, axé, rock e até umas coisas que eu lembro ser sucesso quando eu tinha uns 8 anos, haha. Tipo essa que eu coloquei no título, mas eles cantavam ‘brasileiro’ ao invés de ‘crocodilo’!

Muito divertido mesmo. Nunca achei que fosse dizer isso, mas nossa, como eu sinto falta das baladas brasileiras, a noite inteira, pessoas agitadas, onde a cerveja até pode ser 5 reais, mas pelo menos não é 6 dólares igual aqui. Bebida alcóolica é muito cara nesse país, fala sério.
Enfim. Dancei até o último momento [a cara do povo local vendo todo mundo dançando é impagável! haha], saímos correndo pro metrô antes dele fechar [o que devia ser umas 1h00 da manhã] e cá estou, indo dormir que amanhã tem mais.
Xoxo!
03/02 - 15h50 [continuação de ontem]
Hoje foi um dia improdutivo de todas as formas, no fim daqui explico tudo o que aconteceu [ou não, na verdade], mas agora vou continuar falando de ontem porque ainda tem bastante coisa e tals.
Well, continuei andando depois de passar pela pseudo paulista, e encontrei um lugar onde tinha uma exposição sobre Anubis. Tinha uma estátua gigante dele na entrada, e eu precisei ir do outro lado da rua pra conseguir pegar inteiro na foto.

Esse lugar é o AGO, Art Gallery of Ontario, e a exposição custava CAD$28,00 pra quem não era estudante. Ou seja, não fui ver porque acho um absurdo pagar praticamente R$55 pra ver uma exposição. Mesmo que o cara tenha me dito que eu podia ver todas as outras exposições que estivessem acontecendo lá também, não só essa. Só pagava uma vez. Me contentei só com a foto da fachada mesmo, haha.

Dei a volta no quarteirão porque a galeria é realmente, realmente grande, e acabei numa outra praça [olha que surpreendente!] atrás do AGO. Tirei fotos de lá, ams vou deixar só o video pra vocês, que é muito muito bizarro mesmo. http://www.youtube.com/watch?v=lCeZRIirmmQ
Eu tava gravando, feliz da vida, quieta no meu canto e a pessoa simplesmente passou comentando algo, e eu como sou muito educada e simpática e aprendi que você nunca pode ignorar alguém que tá perto suficiente pra te esfaquear, respondi, e bom, vocês podem ver no vídeo. O cara virou meu amigo total, haha. Falei, cada louco que me aparece.
Anyway, andando mais um pouco, passei na frente dos estúdios [pelo menos eu acho que é] do Much on Demand daqui. Queria super ir num programa deles, desses com guests e tals, mas né, não vai rolar. Tudo bem.

À esse ponto eu já tinha me perdido outra vez, mas agora nem fazer o caminho de volta eu sabia mais. Fui atrás de algum lugar em que conseguisse alguma informação, ou um mapa ou algo, qualquer coisa pra me situar, mas como eu sempre vou onde meus olhos me levam, assim que vi esse conjunto de prédios, com as construções antigas e outra praça, fui pra lá na hora.

No fim descobri que isso era um acesso ao metro, e aí consegui um mapa, e me situei. Andei muito mesmo da onde tinha descido, então decidi fazer o caminho de volta pelo outro lado, porque eu teria que voltar anyway, então que fosse proveitoso, né. Meus ombros e costas já estavam podres de ficar carregando a mochila lotada pra lá e pra cá.

O nome do lugar inteiro [esse era o outro lado] é Glenn Gould Place, aparentemente em homenagem à algum músico daqui e tal. Dei a volta e fui na direção contrária. Adoro que a temperatura não estava sequer fazendo cócegas em mim pelo frio. Montreal é muito mais gelada.
Sabem aqueles ônibus escolares que você vê nos filmes e seriados e todas essas coisas que não são do Brasil? Amarelos, escritos “School Bus” e tudo mais? Achei vários! Parecia que tinha algum tipo de excursão ou something, tinha fileiras e mais fileiras deles parados.

E pelo caminho de volta me perdi mais um pouquinho. Mais porque eu via as coisas e ia atrás e depois não sabia onde tava, do que por não olhar no mapa. Boa coisa que eu sei me virar sozinha, e desde que voce saiba falar a língua deles, você vai pra qualquer lugar. Então com muita sorte, cheguei à outra ponta daquela pseudo paulista de antes. Imaginem o quanto eu andei pra dar essa volta numa das maiores avenidas de Toronto, haha.

Vou dizer umas coisas que são diferente daqui, Canadá em si, pra SP. Quando você vai pegar o ônibus, tem uma espécie de cabine onde fica esperando, ai quando o bus vem você saí, ele pára sem necessidade de sinal e você entra. Não tem catracas. Em Montreal tem uma espécie de máquina onde você passa seu cartão [quase um bilhete único] ou o ticket pro bus ou põe as moedas correspondentes ao valor da passagem.
Aqui em Toronto você só mostra o cartão pro motorista e entra, ou você põe as moedas [e detalhe que eles não contam, se colocar 3 centavos lá eles te deixam ir no bus anyway] ou voce usa um transfer, tipo um papel que você pega no metrô ou no bus pra não ter que pagar de novo. Quase a integração de SP.
Aqui eles anunciam cada parada quando o bus chega, assim a pessoa não se perde desde que ela saiba pra onde está indo. Em Montreal não tem isso, tampouco em SP. E o cartão é semanal ou mensal. O mensal voce paga no início do mês, tem uso ilimitado o mês inteiro, então dá pra ir até a Bolívia com ele. Mesma coisa pro semanal, carrega sempre na segunda, tem uso ilimitado a semana inteira. Em SP nem preciso dizer que voce carrega o valor e vai descontando à cada vez que usa né. To tão mal acostumada aqui que nem sei como será quando voltar. Ai.

Okay. Voltando àqui então. Passei na frente de um hotel gigante, chamado Royal York Hotel. Lembra muito as construções no centro de SP, por ser meio antigo e tals. E do outro lado da rua achei a estação do trem! Sabem aqueles trens estilo os de Harry Potter? É um dos jeitos de viajar entre os estados aqui, mais rápido e mais caro também. Eu queria ter tentado uma vez, mas né, quem quer economizar vai de 6h30 num bus, e não 5h num trem.

À essa altura, ainda eram apenas 14h30 da tarde, e eu já não aguentava mais carregar peso e andar. Decidi ir pro Eaton Centre, sentar num banquinho e ficar esperando a hora passar até ter que ir encontrar as meninas no metro às 16h. Aconteceu o que todos já sabem, eu dormi no banquinho logo na entrada, do jeito mais bizarro possível que foi com a mochila entre as pernas, os cotovelos apoiados nas coxas e a cabeça nas mãos. Cansaço é foda.

E ainda enrolei mais 30 minutos lá dentro até dar a hora. Aposto que minha mãe ia amar essa loja, haha. Anyway. Fui pra catraca, liguei pra casa, esperei um pouco e elas chegaram. Aí lá vai de volta pro mesmo lugar, sentar e esperar dar a hora do show [ou pelo menos um pouco antes], e ficamos fazendo o que sempre fazemos: falando besteiras e gravando videos alheios e essas coisas. Até 18h30.
Fomos pro show, nada nada em comparação à quantidade exagerada de pessoas em SP. O lugar [Phoenix Concert Theatre] ela pequeninihno, nós esperamos uns 20 minutos na fila só pra entrar e tal.

Ficamos na área +19, onde podíamos beber e ver o show tranquilamente. Com a nossa brazilian flag, claro, porque aqui as gringas somos nós, haha. [e a parte mais legal é você poder falar mal das pessoas em outra lingua e elas não, porque você sabe a que elas tao falando e elas não sabem a sua!]

O Mayday Parade veio depois de uma hora mais ou menos, tocando muitas, muitas músicas do cd novo. Ficou faltando Jersey e Miserable at Best e I’ll Be The Wings That Keep Your Heart In The Clouds, You’ll Be The Anchor That Keeps My Feet On The Ground, mas eles tocaram Jamie All Over e ungh, nem morri, haha.

We The Kings veio em seguida, e fechou o show com chave de ouro. Eles são muito muito bons no palco, o Travis é muito engraçado, conversa com o pessoal, conta história, anima todo mundo, sério, um show muito muito bom. Fora que o repertório deles foi o melhor ever, e ainda finalizaram com Ckeck Yes Juliet! <3 Esse show foi muito muito worth it.

Acabou por volta de 22h, e eu ainda tinha que enrolar até 00h30 pra pegar o onibus de volta pra Montreal.

Mas assim que saímos demos de cara com os onibus das bandas, e eles estavam dando autógrafo e tirando foto com o pessoal, conversando e afins. Agora imagina se isso acontece em SP? Eles iam ser atacados in a hearbeat.

Tava nevando, e todo mundo é muito tranquilo pra chegar e falar com eles, não tem gritaria, escândalo e essas coisas. Tem respeito.

Então a gente só teve que aguardar um pouco pra conseguir foto, autógrafo, conversar com eles, contar que éramos brasileiras e ganhar olhos arregalados e abraços e ‘that’s awsome!’ e ‘you guys have such a beautiful accent!’ e ‘bring us to Brazil!’ e o Travis fofo que dizia ‘I love you!’ pra cada uma, já com os braços abertos pro abraço.

Todos muito muito lindos e atenciosos e aaaaw. Ignorem minha cara em todas, odeio sair sorrindo em foto, ainda mais quando você não tem chance de tirar outras até gostar de alguma.

Enfim. Esse fim de noite foi muito muito foda. Nem liguei pro meu pé meio dormente depois quando estávamos voltando pro metro. Ai ai, I’m so in love with Canada I don’t want to ever go back. Not now.

Depois disso fui pro Bus Terminal, peguei o ônibus pra Montreal, dormi o caminho inteiro, perdi até a parada, cheguei lá ás 7h00, fui direto pra aula, praticamente dormi a maior parte da aula [com o professor perguntando se eu não queria ir pra casa e eu insistindo que tava tudo bem], almocei umas 13h30, voltei pra homestay, preparei parte da mala pra voltar pra Toronto no dia seguinte e agora vou tirar um cochilo porque ainda to podre de sono.
Amanhã pego o ônibus pra Toronto das 11h30, chego lá umas 18h30, provavelmente volto no domingo. Por enquanto é só. xoxo!
02/02 - 00h45
Wow! Tanta coisa pra contar sobre hoje, que provavelmente terei que dividir com os outros dias! Ok, let’s go. Começamos com um vídeo depois que eu cheguei em Toronto, às 7h00 da manhã e ainda tava super escuro. http://www.youtube.com/watch?v=4FgiHEVvO_8 Sou muito turista, beijos.
Procurei o lugar mais próximo pra tentar acessar a internet, mas não consegui conexão em nenhum lugar, e depois meu notebook descarregou e foi pro beleléu [?]. Resolvi ir andar por aí então, aproveitar que tinha deixado os -18° de Montreal pra chegar nos -7° daqui. Quase verão, haha! Acho que conheci o centro de Toronto inteiro em um dia só de tanto que andei.
A primeira coisa que fiz foi passear pelo Eaton Centre, uma espécie de shopping daqui que é ligado ao Bus terminal e ao metro. Tem mais cidade cubterrânea pelo Canadá do que tudo, haha. O problema é que as lojas só abriam às 10h, e eu ia ter que ficar batendo perna por aí por 3 horas até conseguir realmente ir em alguma loja ou lugar.

Aí, pra completar, um cara veio me perguntar se eu sabia que horas as lojas abriam, e eu disse que não, porque não conhecia o lugar e tals, e ele quis virar meu amigo, me conhecer, ser meu tour guide pela cidade. Chato chato chato! Nossa, ficou me seguindo pelos lugares, dizendo umas coisas nada a ver, e eu que merda esse cara não larga do meu pé. Tentei inventar um monte de desculpa que fosse fazer ele se tocar e me deixar em paz.
Depois de umas 2h eu acho, eu não aguentei mais e falei na cara dura pra ele cair fora que eu queria ser turista sozinha na cidade, e que ele tava me enxendo o saco e não, eu não queria ser amiga ou fazer amizade nem ir pra qualquer lugar com ele porque eu já tinha planos. Aí ele ficou todo ressentido, resmungou um monte de coisa tentando me convencer o contrário, e eu só virei e sai, afirmando que se ele continuasse me seguindo eu ia atrás da segurança ou da policia. Que cara insuportável, ugh. Mas pelo menos isso funcionou, e ele não veio atrás de mim mais. Afe, afe.

Depois disso consegui finalmente ir nos lugares e tirar fotos [tava com medo do homem me roubar e tal, ele tava me stalkeando total!]. Caminhei pra todo lado possível sem me esquecer do caminho de volta do Bus Terminal, porque precisava encontrar as meninas lá às 16h00. Mas ainda eram tipo, 9h30 e eu tinha muito tempo pra enrolar.

Notei que aqui tem muitas praças. Muitas mesmo. E uma quantidade compulsiva e inacreditável de pombos. Sério, é quase o inferno dos pombos, tem muitos e ugh, odeio pombos. Nessa praça, onde tem esse Toronto Horticultural Society [foto] tinha um bando deles, voando pra lá e pra cá. E um cachorrinho correndo atrás, que era a coisa mais engraçada, haha.

Era incrivelmente enorme o lugar, e eu nem fiquei encantada com as luminárias e árvores nuas né. Fora que aqui não tem neve como em Montreal! Dá pra ver a grama e o chão, e dá pra andar numa boa sem perigo de escorregar! Montreal tem muito mais neve, nossa. E aqui ainda tem poucas árvores com folhas secas! Nossa, nem morri. Essa daí até guardei pra levar, tão bonitinha.

E claro, não podia deixar de fazer um photoshoot na praça, haha. As pessoas passando pra lá e pra cá e eu parada batendo fotos e mais fotos de mim mesma. Me amo muito, eu sei.

Voltei a andar, e parei no centro de Downtown daqui, que é quase uma NY mais limpa. A quantidade de anúncios nos prédios e telões e boards é inacreditável. Tava tão acostumada com SP sem isso depois daquela lei de cidade limpa, e em Montreal que tem pouquissimo advertising assim, que levei até um susto. Muita propaganda, wow!

Agora vamos aos fatos. Tem tantas pessoas doidas aqui quanto em qualquer lugar do mundo. Digo, que falam sozinhas, resmungam alto, e tem muita gente pedindo esmola nos lugares, nas ruas, todo lugar.

E o centro tem tudo perto, assim como o centro de SP e o centro de Montreal, então é bem parecido. Então, facilmente encontrei o Hard Rock Café e seu ônibus muito muito divertido mesmo. Agora me explica porque diabos nós temos um Hard Rock Café em Toronto, em Montreal, no Rio de Janeiro e não temos um em SP? Ahn? Aaahn? Muito injustiça cara.

E bom, eu não sei o porque se ‘nós vamos alimentar você’, mas ficou muito bom. O garfo com semi formato de hangloose foi ótimo, haha. Mais pra frente consegui ver o Eaton Centre por fora, construção gigaaante onde eu falei antes que é uma espécie de shopping ligado aos metrôs, pra você não precisar andar no frio e tal. Muito bem pensado, assim como em Montreal. Mas como eu sou turista, e o tempo tava muito agradável, eu fui lá fora bater a foto, haha.

Na mesma calçada, em frente à essa entrada, tinha a maior igreja que eu já vi até agora por aqui. Meu Deus, fiquei muito olhando pra cima, maravilhada e perdida numa coisa tão grande e cheia de detalhes. Essa com certeza é uma coisa que chama a atenção sem o mínimo esforço.

Até gravei um vídeo depois de tirar essa foto, e ela tava batendo os sinos pra anunciar uma hora completa, ficou lindo. Pena que não consegui ir lá dentro porque tava fechada, mas..well, a vista de fora já valeu muito! http://www.youtube.com/watch?v=IEi-I3mALP0
E atravessando a rua a gente podia entrar no Toronto’s Winter City Festival, que é o que o próprio nome diz mesmo, um local onde eles fazem shows e tem coisas de inverno pras pessoas se divertirem e afins.

Passei lá pra ver como era, apesar de não ter neve em nenhum canto visível, e tinha um palco semi pronto, um ring de patinação, umas exposições e esculturas, bem legal. E a melhor pa graça. Pelo menos pra andar lá dentro, haha.

Não fiz ice skating ainda, e até pensei em fazer nessa hora, mas eu tava sozinha, e não tinha como ir pra lá, pela primeira vez, com uma mochila pesando pelo menos uns 7kg e tentar patinar, gravar e não cair tudo ao mesmo tempo. Mas talvez eu volte com as meninas no fim de semana pra fazer isso!

Achei ess árvore a coisa mais lindinha ever. Era a única ainda com folhas secas até a onde a visão alcançava, e como eu nem sou louca por outono e árvores assim, imaginem alguém maravilhado tirando foto. Depois que consegui me desgrudar da árvore [que na verdade foi culpa de um bando de pombos malditos], entrei nesse outro parque, conhecido por Osgoode Hall. Mega bonito as well.

Sempre que eu achava já estar na hora de voltar, checava o relógio e descobria ser super cedo. O tempo as vezes esquece de passar aqui, sério. Não sei se tem a ver o fato de amanhecer tarde e anoitecer cedo, mas tem hora que você faz o máximo de coisas possíveis e quando vê ainda tem todo tempo do mundo. Pra quem vivia reclamando da falta de tempo, to tendo ele de sobra aqui. Às vezes.

Nessa hora eu já estava meio perdida, então decidi refazer o caminho que eu achava ser de volta pro Bus Terminal. Acabou que eu fui parar numa avenida gigante e lotada de prédios comerciais, tipo a Paulista, só que um pouco maior, onde dava pra ver a ponta da CN Tower surgindo atrás de tudo. Tentei bater uma foto minha, e ainda bem que saí quase sumida, o que importa é o fundo anyway.

E claro que eu não podia deixar de ir lá pro meio da rua, pra tentar pegar a avenida inteira na foto. Ou pelo menos a parte dela visível pra mim naquela hora. Aposto que no verão deve ficar muito muito verde tudo por aqui!

Bom, esse post já tá gigante suficiente e o notebook tá travando. Vou tentar postar o resto do dia amanhã, ainda tem muita coisa pra contar. Xoxo!
01/02 - 3h45
Hellooooo! De pouco em pouco isso volta ao normal. Pelo menos eu acho, haha. Acordei cedinho, 7h30 já tava tomando café pra ir encontrar com a Trol e fazer uma jornada até a loja da RM. Aproveitei que ia passar no terminal rodoviário e já comprei as passagens de ida e volta pra Toronto. Pra hoje e pro fim de semana. E o melhor, consegui super persuadir o cara a me dar a tarifa de estudante que tem desconto, haha!

Saímos do albergue por volta de 10h00 pra ir atrás da loja, e só conseguimos chegar mesmo lá 11h45. É fora de Montréal essa merda. Fica em Laval, cidade lateral aqui, tipo Guarulhos em SP. Tem ônibus com tarifas diferentes e metro também, então tivemos que pagar mais pela condução.
Fora que tava -18° com sensação de uns pra cima por causa do vento, e andar atrás da entrada ou da fachada do lugar realmente não foi nada legal. Gravamos até um vídeo pra demonstrar tanta frustração, haha. http://www.youtube.com/watch?v=ydubItHHRh4

Bom, o que dizer da loja.. hm. É pequena, fica nos fundos e atrás fica aberto pra um estoque gigante onde tem pessoas e mais pessoas trabalhando e fazendo carregamento de caixas e outras coisas.

Em si, no geral não tem muita coisa. Se a gente for no site dá pra comprar muito mais que lá. Fora que se você gosta de algum item que é só amostra na loja, precisa pedir pelo site porque não pode sair de lá. E tem muita limitação de tamanho nas peças também. Ainda assim, comprei dois hoodies, duas baby looks e uma blusinha, tudo em promoção.

Lá também ficam as coisas da banda, guitarras autografadas, baquetas, discos de ouro, platina, esses prêmios que eles ganharam por aí, e coisas que eu nunca achei que chegaria perto, como o board do processo de gravação das músicas do último cd. Aquele que a gente via sempre nos vlogs e tals. Bateu uma nostalgia horrível.

Ok. A Trol precisava voltar pra Toronto, então a gente voltou pra Montreal e passamos no McDonalds, de novo, pra almoçar. Não quero nem pensar na quantidade de lanches que eu ingeri esses dias. Ainda bem que to andando igual uma condenada, se não acho que já tinha virado mais bolinha do que já sou, haha.

Estava um vento do inferno. A gente não conseguia andar de tanto vento, e respirar então, nem se fala. É tão forte que dá falta de ar quando bate em você. Acho que já falei isso, mas me deixa tão inconformada que eu preciso repetir. O ônibus dela saía às 15h30, então fiquei esperando junto lá no terminal, e depois vim pra casa pra poder preparar a mochila pra pegar o bus mais tarde.
Cheguei, tomei banho, comi e fiquei o resto da tarde tentando achar espaço pra tanta coisa dentro da mochila. Aproveitei que ainda tinha um tempinho e organizei mais ou menos as roupas nas malas. Quando deu 22h30 saí pra ir pro bus terminal, cheguei uma meia hora antes do onibus sair, tempo em que eu pesquei várias vezes na cadeirinha de espera. Tentei gravar um vídeo pra vocês, mas eu tava tão rouca e tão grogue de sono que ficou uma merda. Haha, percebam o cansaço absurdo da pessoa: http://www.youtube.com/watch?v=qUYf2jDstm0

E aí, é isso. Embarquei exatamente às 00h15. Dormi basicamente o caminho inteiro, apesar de ter wifi no onibus. Na parada passei no Tim Hortons [novidade, haha] e comprei um chocolate quente com bagels. Tipo aquelas rosquinhas que os policiais tomam com café, sabe? Aqui não tem pão francês e essas coisas, só tem bagels. Sinto tanta saudade de um pãozinho quente com manteiga, ou…pão de queijo, nossa, nem vou comentar. Anyway, agora to de volta no ônibus, e vou dormir o resto do caminho porque amanhã o dia é longo e tem show do Mayday Parade e We The Kings a noite. <3
xoxo!
Nossa, eu sei que estou super atrasada aqui. Não tive tempo nem como acessar a internet esses dias, e provavelmente não terei também nos próximos ao que tudo indica. Mas tudo bem, verei o que posso fazer de melhor!
31/01 - 1h10
Capotei mesmo de sono ontem, do jeito que deitei na cama foi como acordei de manhã, na mesma posição. Pedra total. Acordei 11h30 mais ou menos e até eu conseguir fazer tudo que tinha pra fazer antes de sair, deu por volta de 13h. Tudo bem. Fui encontrar a Trol no albergue pra gente ir num shopping que eu fui semana passada e fiz a festa com roupas em promoção e cremes da Victoria Secret’s.

Pra resumir, como sempre, andamos andamos e andamos. Ela comprou algumas coisas, eu também [bem poucas dessa vez], depois almoçamos no Burger King [e isso já eram 16h40, o shopping já tava começando a fechar] e voltamos pra deixar as coisas no albergue e não ficar carregando peso.

A idéia inicial era ir pra um festival de iluminação que teria nesse fim de semana, mas que foi adiado pra próxima então tivemos que refazer os semi planos.
Acabei levando-a até Old Montréal, a noite fica toda cheia de luzes e é muito bonito. Ficamos nos divertindo e congelando [turista é foda né, tá um frio de -15° e tá lá ele rolando na neve sem roupa] e tirando um monte de fotos.

E quando nossas mãos e pernas começaram a ficar dormentes por causa do frio, corremos pro lugar mais próximo aberto, que era um mercadinho duas ruas pra cima, e que nos salvou de perder os membros.
Aproveitei a deixa pra provar aquele Canada Dry, uma espécie de guaraná com gengibre daqui. Gravei um video da experiência, haha. http://www.youtube.com/watch?v=e_KwLeELpx4 Besta, eu sei. Enfim. Voltamos pro albergue, assistimos um pouco do Grammy e eu vim embora.

Amanhã tenho que acordar cedo pra ir na loja da Role Model [que fica num lugar completamente perdido daqui, afe] e depois vir pra casa pra preparar a mochila que 00h15 sai meu bus pra Toronto. Tá chegando o show, yay!
xoxo!
30/01 - 2h05
Whassuuuup pessoas?! Fico um fds sem postar e todos me abandonam literalmente, ê que beleza. Mas enfim, vamos ao sábado então. Como eu disse antes, fui pra rodoviária direto esperar a Trol chegar de Toronto, porque não dava tempo de voltar pra casa e ir de novo. Fora que eu ia super dormir se chegasse perto do quarto aqui, haha.
Fui e vim no metro pra lá e pra cá, e quando deu 7h00 fui pro portão da rodoviária onde o onibus dela era pra desembarcar. Tinha cinco minutos de folga ainda, então comprei um chocolate no Dunkin Donuts [que não chega aos pés do Tim Hortons e Second Cup!] e sentei lá pra esperar. E vai dez, vinte, meia hora e nada do ônibus e eu já pensando pronto, aconteceu alguma coisa.
Resolvi ir no balcão de informações pra descobrir o que se passava com toda aquela demora, e simplesmente descobri que o ônibus tinha chegado dez minutos mais cedo. Ou seja, eu estava lá esperando ninguém, porque ela já tinha chegado e provavelmente já estava no albergue àquela altura. Ugh, que raiva.
So, depois dessa confusão toda eu fui no albergue [que é tipo, do lado do bus terminal mesmo que eu tenha andado pro lado errado pelo menos um quarteirão no frio de -19°] e a encontrei lá no lobby. Ficamos conversando um bom tempo [aproveitando pra esquentar os pés] e resolvi levar ela pra fazer um tour em Downtown, nos shoppings subterrâneos até dar a hora do check-in.

Andamos, andamos, compramos coisinhas, andamos mais, mulher em shopping com promoção é assim mesmo, né. Acamos no McDonalds [sim, de novo] e aqui eles tem essa promoção dois por um com cupons que chegam no jornal pra você e que eu tinha ganhado da Raquel. Vários. Então compramos dois número um por só CAD$8,00. Se no Brasil tivesse isso eles tavam tão falidos, haha.
E aqui eles tem essa tortinha, iguais as de maçã e tal, ams com recheio de marshmallow e chocolate. Imaginem alguém que nem morreu quando descobriu e experimentou. Haha. Total gordinha feelings!

Ainda demos mais voltas se perdendo um pouco, passamos em mais algumas lojas, e aí eu tive que bater uma foto desse cartaz no quiosque de perfume, porque só de você falar aqui parece mentira. Olha que sacanagem esses preços comparados ao que a gente precisa pagar no Brasil pelo mesmo produto.

Em seguida, resolvemos voltar lá pro albergue por cima pra descobrir a distância a pé, e acabamos andando pelo menos uma estação de metro pro lado errado, de novo. Quando voltamos, tivemos que correr dentro da primeira loja mais perto [que convenientemente era a HMV] pros nossos dedos dos pés voltarem ao normal. É tanto frio que chega a latejar de dor. Sensação horrível.
Eu acho que vou seriamente comprar alguns dvds de seriados. Ainda não sei, porque não tenho idéia do quanto ainda vou gastar aqui, mas ah, pelo menos um eu vou ter que comprar, não vou me aguentar. Especialmente porque tem de TUDO nessa loja, sério. Encontrei a coleção dos dvds do Frango Robô, onde diabos eu encontro essas coisas em SP?

Quando conseguimos sentir nossos pés de novo fomos pro albergue a pé. Dá uma boa caminhada, pelo menos uns 40 minutos andando devagar porque andar rápido com essas ruas lotadas de neve não é fácil nem muito recomendado. Depois que ela já estava oficialmente hospedada lá, voltei pra casa pra poder tomar um banho e me arrumar rapidinho, porque ainda íamos sair depois de novo.
Consegui fazer tudo numa velocidade absurda e estava lá de volta já umas 18h30. Ficamos na internet por algum tempo lá no lobby, tentando decidir aonde ir. O combinado era encontrar a Robyn no metro e ir pra Unity de novo, mais cedo dessa vez, mas a gente queria um diferente, então acabamos indo lá pra falar com ela e tentar mudar a programação.
Nos atrasamos meia hora da hora marcada pra se encontrar, esperamos por uns 20 minutos e ningupem apareceu, aí fomos atrás do outro club que tinhamos visto, chamado Au Diable Vert. Mas, [porém, contudo, entretando, todavia, não obstante..] temos muita sorte, e depois de se perder outra vez indo pro lado errado na rua, descobrimos que esse ‘clube’ era um pub na verdade. Muito fail.

Então voltamos e resolvemos ir pra Unity mesmo, já que eu pelo menos sabia como chegar lá e ainda tinha chances de encontrar a Robyn lá dentro. Tava bem vazio quando chegamos [aparentemente começa a lotar depois de 00h30], e não tinha fila como ontem, o que foi uma benção.

Eu já disse isso, mas vou repetir só por precaução, seja lá o que isso queira dizer, haha, a-dooooo-ro gays! Sério mesmo! Eles são muito divertidos e agitados.
O banheiro é compartilhado né, não tem masculino e feminino, então você vê tudo que ta acontecendo ali dentro. Estávamos esperando pra usar a cabine fechada [detalhe que tinham duas cabeças aparecendo por cima da porta lá dentro, haha!] e um casal literalmente pulou em cima da gente, comprimentou como se tivesse reencontrando de anos sem se ver e puxaram pra dançar DENTRO do banheiro, no meio de todo mundo. Sempre me divirto horrores em baladas gays, haha!
A gente conseguiu tirar uma foto deles depois, dançando em cima do palco e rebolando muito mais que brasileiras no carnaval!

E claro, claro que não podiam faltar os que gostam de fazer um strip básico em cima dos balcões, e darem alocaê enquanto dançam. Muito Babylon, sério. Queria saber se a The Week em SP é assim também, já que as noites deles são realmente baseadas na Babylon e tals. Percebam que só tem homem [ou gays, sei lá haha] na foto.

Passamos o resto do tempo andando, passando pra pista de baixo, depois a de cima, dançando, conhecendo os lugares que tinha lá e tal. Não tem darkroom, se bem que eu acho que eles fazem isso em qualquer canto. Tem muita dragqueen também, não aquelas bonitas e tal, as feias-bizarras-que-dão-medo. Mas tudo bem. Ficamos só nas nossas cervejinhas mesmo e pronto.

Saímos por volta de 00h30, hora que o povo tava chegando lá e tava começando a ficar cheio. Peguei um metro pro sentido errado, cabeção, e por sorte [ou não!] teve uma discussão no vagão onde eu tava capotada de sono que me acordou e me fez descer a tempo voltar e pegar o último da linha laranja. E aprendi como se fala fdp em francês, haha! E mais um monte de palavrões que os caras se xingaram no vagão, medo.
Mas tá. Cheguei aqui umas 1h30 da manhã com uma dor infernal nas costas e um sono da morte. Não sei se a dor era por ter cochilado toda torta no metro de manhã, ou se era pelo vento frio que faz doer tudo, mas afe. Ninguém merece. E aí só deu tempo de tirar a roupa e me enfiar embaixo dos cobertores, dormi que nem uma pedra.
Depois eu volto pra contar do dia seguinte, haha! xoxo!!
29/01 - Sem horário específico porque não estive em casa. Haha!
Yay people! Como eu disse, fiquei num lack de internet esse fim de semana aqui na homestay, e não consegui postar. Também porque foi muito corrido e eu quase não parei aqui ou pra usar o notebook.
Então, acordei cedo pra poder lavar o cabelo e secar direitinho, tomei café já quase na hora do almoço e como isso sempre leva algum tempo, saí daqui em cima da hora pra ir pra aula. Aproveitei pra passar na rodoviária e ver quanto saía tickets pra Toronto.
Fui pra escola no pior frio que eu já senti até hoje. A temperatura caiu de uma forma absurda aqui, e fez -20°! MENOS VINTE!! Com a adorável sensação térmica de -25° por causa do amável vento. Eu usei três calças e três meias, junto da minha bota que é forrada, e mais um monte de blusas, quase virei um astronauta empacotada em tanta roupa, não dava nem pra se mexer muito, e ainda assim quase congelei. Afe, esse frio é desumano cara, sério.
Hunf, enfim. A programação da última aula do curso básico era algo como uma despedida, e fomos ao cinema de dois dólares pra ver o que estava passando. O pessoal ia ver Tá Chovendo Hamburguer, que eu já tinha visto e como a seção começava só ás 16h45 eu não fiquei. A Robyn tinha me avisado que chegava por volta das 17h aqui, então eu fui direto pra rodoviária encontrar ela.
O ônibus de NY atrasou pelo menos uns 40 minutos. Nossa, que saudade eu tava! Não a via desde Março do ano passado quando ela foi pra SP! Nós ficamos esperando a amiga dela que mora aqui [mas não é em Montreal mesmo, é alguma região próxima]. Quando ela chegou fomos até um shopping pra jantar e depois pra casa dela pra get ready porque íamos pra Unity, uma balada gay daqui.

Saímos já tarde, por volta de 23h, e fomos pra balada. Chegamos quase 00h, e tinha uma fila. Okay, é normal ter filas em baladas, mas ela estava do lado de FORA, no maldito frio de -20°! Ninguém merece. Quase congelamos ali por uns minutos, e entramos finalmente. Eles colocam um carimbinho em você antes disso.

E aí foi só festa. Pelo menos até as 3h00 que é a hora que as baladas fecham aqui. Isso é muito desanimador, sério. Mas tá, se não tem outro jeito né.. Eu não estava com muita vontade de gastar, especialmente porque as bebidas são muito caras aqui, então fiquei só em uma cerveja. Tal de Molson M, algo daqui e que não é ruim não.

Enquanto estávamos tentando tirar uma foto de todas juntas, com alguma dificuldade porque o senso de direção pra foco da câmera é realmente ruim, aí uma dragqueen surgiu e disse que tirava pra gente sem problemas. Uma draaaaaag! Acho que nunca vi uma drag nas baladas gays de SP!

Depois disso ficamos no dancefloor o resto do tempo que tínhamos, e vou te dizer, nunca vai existir um povo tão animado quanto gays dançando. Sério. Tinha muito muito cara bonito, mas obviamente gay, e muita menina meio macho. Tinha lguns poucos casais héteros também.
E outra coisa, gays a-do-ram Lady Gaga. Tocou quase todas as músicas do The Fame, fora a Bad Romance que tocou duas vezes seguidas non-stop. Foi uma loucura! Me senti muito na Babylon, com os caras se agarrando em cima do palco e rebolando e tal. Haha adoooooro gays <3
Mais tarde nós descemos, e olha que conveniente ter um caixa eletrõnico de bancos 24h dentro da balada. Se não me engano eu vi isso em SP nalgum lugar, mas faz tanto tempo que nem lembro. Well, aproveitamos pra tirar outras fotos.

Quando deu 3h em ponto o DJ desligou a música e as luzes acenderam, literalmente expulsando o povo de lá. Odeio isso aqui, de verdade. Sinto muita falta das baladas de verdade de SP, onde você fica a noite inteira, e as vezes a manhã inteira e se diverte em dobro.
Well, saímos de lá e fomos pra um McDonalds 24h porque o metro ainda não estava aberto. Comemos, conversamos, e quando deu 4h30 elas pegaram um taxi de volta pro ponto de onibus e eu entrei no metrô. Não vim pra homestay porque o onibus da Trol chegava aqui 7h05, e eu teria que estar ali na rodoviária. Então, convenientemente fiquei andando de metro até dar a hora, de uma ponta a ora, tirando breves cochilos.
O post de amanhã conta sobre sábado. Por enquanto é só. xoxo gente!!
OMG. Sorry pelo lack de posts, aconteceu alguma coisa com o Wireless aqui da homestay esses dias e eu não consegui conectar. Mas aí vão os posts atrasados! [pelo menos um deles, haha]
28/01 - 22h40
Hey galera! Hoje não tenho muito o que contar pra vocês, já que não consegui fazer praticamente nada o dia inteiro. Pra não dizer isso, digo que acordei as 9hm tomei café, arrumei minhas roupas que tinham sido lavadas, tomei banho, e saí pra escola. Saí tarde, já eram quase 12h00, e eu fui estudando no caminho. As ruas estavam branquinhas das nevascas durante a noite.

Eu tinha muita matéria pra estudar, pouco tempo. E tava nevando constantemente. Não forte, só sem parar, mas ainda fiquei meio respingada.
Passei no Tim Hortons pra comer alguma coisa como ‘almoço’. Pedi um duo wrap de frango, muito gostosinho por sinal, e barato! To pensando em almoçar lá mais vezes pra economizar, haha. O atendente me cantou na cara dura, e eu fiquei Q?! O atendente! No meio do su trabalho, com um monte de gente na fila, ele veio até onde EU estava pra fazer isso e deixou todo mundo esperando! Não acreditei.
Bleh enfim. Saí de lá e fui pra escola. Aí sim a neve tava tipo, muito abundante, e eu fiquei assim, como na foto. Quem faz chapinha não consegue sobreviver aqui, porque depois que ela derrete e molha tudo seu cabelo, volta todo ao normal. Vejam o que aconteceu de nem cinco minutos no tempo lá fora. Tenso.

Well, almocei e estudei mais, e aí chegou a hora da prova. Quando recebi achei que ia ser a pior prova ever que eu já fiz de francês. Tinham umas 6/7 páginas, e cada página que eu passava e a professora lia eu esquecia mais de tudo. Fui a penúltima a terminar. A gente resolveu esperar a professora corrigir a prova pra pegar as notas [ansiedade é foda né?] e por fim descobri que passei!
Não como a melhor da sala [tanto que peguei o negócio no meio], mas ainda assim, consegui mais que a média necessária pro próximo nível! A professora só disse que eu preciso praticar mais a fala, de resto tudo ok. É, isso eu já sabia. Até agora o máximo que eu arrisquei a falar por aqui foi ‘Je veux un chocolat chaud s’il vous plaît’ e ‘merci beaucoup’. Haha.
Acabei saíndo de lá uma hora mais tarde que o horário da aula mesmo, 18h30, e cheguei aqui depois de enfrentar a maior ventania que eu já tinha sentido até hoje. Até gravei um vídeo péssimo pra vocês, porque eu to andando e balança tudo. Mas enfim, sintam o drama: http://www.youtube.com/watch?v=ytKTptcNwF8
E aí é isso. Ia sair, mas tá muito vento mesmo lá fora. Vou ficar aqui mesmo. Amanhã é a aula de despedida dessa turma, se segunda eu começo no avançado, período da manhã. Não realmente segunda, porque é a iniciação de outras turmas, então não tem aula. Mas aí terça eu não vou porque vou pra Toronto ver show do Mayday Parade, então só quarta-feira tenho aula.
Ah, e aqui tem duas fotos de ontem, da nossa ‘party’ no apartamento da menina. Muita neve antes de chegar, mas turista brasileiro é foda e gosta de aparecer podre nas fotos mesmo assim.

E essa outra da nossa super mesa de poker e roleta. Com direito do meu braço atacando o potinho de Doritos ali junto, haha.

Esse fds a Trol vai estar aqui, vai ser lindo. <3 E a Robyn também! xoxo gente!
27/01 - 1h35
Heeey! Sorry não ter postado ontem, não parei em casa o dia inteiro e só deu tempo agora. Pra começar, saí cedo porque queria aproveitar o dia de ‘sol’ que tava fazendo, e acabei esquecendo o cartao de memória da câmera aqui no notebook. Cabeção, eu sei.
Aí se eu voltasse ia perder muito tempo [só percebi quando já tinha chegado onde queria ir] e se tirasse as fotos sem cartão não tinha como passar pra cá depois porque não trouxe nenhum cabo usb. Então comprei outro cartão, o mais barato que encontrei, e bom, agora tenho 6GB pra encher de fostos e videos.
Enfim. Saí por aí pela praça que eu tinha visitado a noite na terça passada, e que eu queria ter batido foto mas tava tarde e íamos perder o metrô, então não tirei. Mas como eu tive que procurar a loja que vendia os cartões de memória, comecei a sequência de fotos nessa igreja aí, que ficava do outro lado da rua. Montreal é uma cidade cheia de igrejas, nunca vi igual, pqp.

Descendo a mesma rua mais pra frente [e nisso eu já tinha conseguido me perder duas vezes, mas ok] tinha essa construção, chamada de Mont-Saint Louis. Se não me engano é uma ‘faculdade’, mas não tenho certeza. Tive alguns problemas pra conseguir encaixar ela inteira na foto, e mesmo assim não consegui.

Tava muito complicado andar por causa do vento. Eu nunca tinha sentido nada igual senti hoje, com relação à isso, tipo…era muito vento, muito mesmo, congelante, e fazia você se desequilibrar e perder o fôlego de tão forte que batia. Em mim, pelo menos. Sabe quando você vai tomar um banho gelado e não consegue respirar quando pula embaixo da água? Era a mesma sensação, só que muito mais forte porque o impacto da ventania com seu corpo meio que te fazia paralisar. Não sei explicar, só sei que não é uma sensação boa. Haha.
Esse abaixo era um Hotelzinho que tinha na esquina [tudo na mesma calçada], que eu gostei do formato e tudo. Deve ser um daqueles baratinhos, estilo albergue e tals.

Depois disso consegui reencontrar o caminho que tinha feito antes, que era a parte onde eu já tinha andado e já conhecia, ou seja, aquela mesma praça e tals. Em frente à ela tem essas casinhas, todas no mesmo estilo, e que eu acho muito gracinhas por aqui. Não são desproporcionais no tamanho e tals, são todas construidas do mesmo jeito e pra quem olha fica muito legal. Eu gosto pelo menos.

E enfim a praça! Ela é muito maior que isso, mas eu não me aventurei ali no meio entre as árvores porque o chão tinha virado gelo durante a noite, e depois nevado de manhã então tava muito escorregadio mesmo! Andei só pela calçada [ainda assim com todo cuidado possível, porque sou tão fácil pra cair e quebrar alguma coisa, hunf] e…já disse o quanto gosto das árvores secas e luminárias nesse estilo? Imaginem alguém muito deslumbrado com tudo…haha!

Essa é a rua onde fica o comércio de Sherbroke [estação do metrô onde eu desci], eles tem todo tipo de restaurante, com todos os preços, e todo tipo de lugar pra você achar as coisas. É tipo um calçadão. Não passam carros, e também não tem nada exposto do lado de fora. Mas isso acho que é por causa do frio. Talvez no verão vire uma grande feira, sei lá.

Do outro lado da praça tinham mais casinhas [pelo menos eu acho que são casinhas, vai que é algum comércio e eu não sei?] coloridas! A última ali era roxa, mas não saí muito na foto. E percebam que os carros ficam estacionados nas ruas, não tem uma garagem com portão e grade e cadeados e correntes. O hostdad aqui de casa deixa o carro dele na calçada todas as noites, e não acontece nada. O pessoal da vizinhança inteira e de todos os lugares fazem a mesma coisa. Roubar carros aqui? Ah, isso é oh-so-Brazil!

Tirei uma foto da placa de ‘pare’, pra mostrar que Montréal é mesmo muito mais francês que inglês. Nalguns lugares eles até colocam as duas línguas, mas é tudo em francês, tudinho. ‘Pare’ não é ‘Stop’, é ‘Arrêt’. Os nomes das ruas são todos ‘Rue’ alguma coisa, e não ‘Street’. Todo mundo vai se dirigir à você em francês num primeiro momento, e depois que você fizer uma cara de Q e interrogação máxima, aí eles vão sacar que é melhor falar em inglês mesmo. Até hoje ninguém reclamou ou foi mal educado comigo, pelo menos. Só uma guria num quiosque do shopping que foi um pouco estúpida quando eu disse que só queria saber o preço do óculos. Mas bleh, quem liga.

Saí sem um rumo específico depois, fui seguindo o que meus olhos viam, e acabei passando na frente desse ‘mercadinho’ onde vendiam pão de queijo!! Fiquei tão feliz quando vi a placa, e já comecei a antecipar a sensação de comer pão de queijo outra vez [sou viciada em pão de queijo, desculpa. comprava quase sempre lá no trabalho, e já to há quase duas semanas sem. to sofrendo!] e entrei super ansiosa atrás deles, mas eram daqueles de pacotinho pra você assar em casa.
Aí eu desanimei, porque até passar o dia inteiro na minha bolsa ele ia virar uma pasta, e depois aqui até eu aprender a usar o forno, mais dez anos. Desisti. Quem sabe algum dia desses eu encontre o pronto, ou eu compre esse mesmo se o desespero for muito. Ai ai, que saudade de pão de queijo..

E isso, bom, alguém me explica o que significa essa placa? Porque sério, eu tinha visto antes e achei bizarra, mas agora eu vejo em todo lugar e não sei o que é! A gente tinha chegado à conclusão simples de que seria algo ‘permitido enfiar tesouras no teto’ ou ‘aqui existe um pêndulo’, mas to intrigada de ainda não saber o que diabos é isso. Haha, se alguém souber, help s’il vous plaît!

Tá. Deixando minhas dúvidas pra lá..olha o que achei do outro lado da rua [em que eu estava, que acho que era uma avenida, not so sure]. Haha, achei tão engraçado e diferente! Quero ir um dia só pra saber se eles tocam músicas brasileiras mesmo, do Rio em especial. Imaginem só os canadenses todos dançando funk. Preciso ver isso! Haha!

Na mesma avenida, mais pra cima, passei na frente dessa ‘livraria’ que mais parecia um mercadinho. Eu não ia entrar, odeio espanhol e afins, mas tinha uma plaquinha piscando ali embaixo escrito ‘CHURROS’ e aí eu tive que ir ver como era, quanto era e qual o gosto. Comprei dois, um daqueles fininhos e compridinhos, que não tem recheio, que a gente via nos episódios do Chaves, e um comum, iguais aos que vendem no Brasil.
O atendente era uma gracinha, haha, quis me empurrar um monte de coisa que pensou que eu não conhecia, tipo alfajor argentino, uns chocolates que tem em SP e tal. aí quando eu disse que já conhecia porque eles vendiam no meu país, ele ficou ‘hm, and where are you from?’ E eu ‘Brazil!’ e aí ele quis falar um português meio espanhol e eu não entendi muita coisa, ams achei engraçado. Eu disse que voltava mais vezes pra comprar mais churros sempre que pudesse, e ele me deu um TCHAU. Não um Bye ou um Au revoir.

Passei numa loja de roupas, onde tinham pencas de promoções. Peças por 10 e 5 dólares, blusinhas e vestidos, essas coisas, e não resisti. Comprei pelo menos umas 10 peças de roupa, e tudo deu menos que eu gastaria em duas no Brasil! Fiquei um bom tempo lá dentro também pra escolher tudo. Mulher em loja de roupa com promoção é uma merda, né.
Quando saí, já era hora de almoçar, e entrei num restaurante Thailandes! Cuja comida era muito gostosa mesmo. Meu pedido foi esse aí, com entrada, prato principal e sobremesa. Me empanturrei.

Na saída bati uma foto da fachada. Maison significa ‘casa’. Muito bom o lugar, grande, quentinho, bom atendimento e porções generosas no prato. Depois disso corri pro metrô [e fiquei espantada no quanto tinha andado e me afastado dele] e fui pra aula voando porque não tinha mais tempo e já tava atrasada. To sempre atrasada, ugh.

Passei a tarde na escola, vim pra casa depois e mal pisei aqui quando o Hemerson veio me chamar pra uma festinha dos amigos dele na casa de não sei quem. Hm, bebida de graça? Claro, duh. ó deixei as sacolas de compras e a gente saiu de novo. Levamos pelo menos 1h pra reunir e encontrar todo mundo, depois mais 1h pra conseguir ir no mercado, comprar tipo, engradados de breja e pacotes kingsize de salgadinho e chocolate [junky food, yay!] e chegar no apê da menina [que eu nem conhecia, mas e daí? haha]
Eu tava com um pouco de dor de cabeça, e mega cansada do dia inteiro, então tomei tipo, duas brejas só, e comi salgadinho e waffles com cream cheese [?] que são muito gostosos por falar nisso. O Adriano levou o jogo de poker que ele comprou aqui, uma maleta muito foda, e quem sabia tentou ensinar quem não sabia. Eu acho que consegui aprender mais ou menos, pelo menos as regras gerais. Jogamos umas 15 rodadas, e eu ganhei duas! Sorte de principiante, haha!
Bom, eu não tenho fotos dessas coisas porque minha câmera descarregou quando eu tava na escola, mas o Hemerson tem, então amanhã provavelmente eu pego com ele e posto aqui pra vocês. Quando deu umas 23h30 eu já tava quase dormindo no sofá enquanto eles brincavam de ‘eu nunca’, brincadeira muito perigosa, haha, mas eu não tava participando porque tinha vodka, e se eu bebesse destilado com certeza ia passar mal.
Aí eu vim embora com a Katch e o Jeronimo, o resto do pessoal tavam muito empolgados [e bêbados já] pra conseguir voltar pra casa, e eu cheguei aqui 1h00 mais ou menos. Tava nevando demais na rua quando saí do metrô, não dava pra ver a calçada ou o asfalto porque tava tudo branquinho. E aí..é isso. Cá estou, postando. Vou domir que amanhã tem prova, e eu nem vou sair de manhã como faço sempre pra poder estudar.
Ah! PS: Marcelo, que difícil encontrar uma folha dessas quando não tem mais nenhuma folha nas árvores! Mas eu vou tentar levar uma, haha! Ph, já anotei o que você quer, assim que possível passo lá e compro as coisas! Steh, acho que amanhã consigo falar contigo no msn! Luuuu, eu vi que tava tudo alagado em SP todos os dias, imagina ficar tudo isso de tempo pra chegar no metrô, deus me livre! E mãe, comprei umas blusinhas pra você. Agora eu preciso fazer uma lista do que falta!
xoxo galera!